terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Há coisas que nos acontecem que passamos o dia todo a pensar nelas, no que poderia ter acontecido e no nosso posicionamento perante a vida. Logo pela manhã, sigo perto do aeroporto numa faixa de rodagem que vai passar para bus. Olho para o retrovisor, vejo um carro mais atrás na outra faixa, assinalo com o pisca a mudança de faixa e início a manobra. O carro que vinha lá atrás, acelera e bloqueia-me a passagem para a outra faixa. Pensando eu que iria seguir a sua vida, o carro mantém-se ao meu lado e eu na faixa de bus. Dou novamente o pisca, acelero novamente, e o tipo acelera e bloqueia-me novamente. Volto para a faixa de bus. Pela 3 vez faço a mesma coisa, desta vez acelerando a fundo para efectivamente mudar de faixa. O fulano acelera o carro, ultrapassa-me pela direita e atravessa-se a minha frente para me bloquear a passagem. Quase lhe bato, e paro o carro. Outros carros vão-nos contornando pela direita e pela esquerda e eu ali parada a tentar perceber o que se estava a passar, mas sem reagir a provocações. Quando não tinha carros atrás faço marcha atrás para contornar o carro. Ele mete marcha atrás a prego fundo e fica colado a mim. tento duas vezes sem sucesso. Eu tento fazer inversão, ele contorna-me e encurrala-me. Ele inclina-se e quando se levanta mostra-me uma arma. De imediato ligo para o 112. Após alguns minutos a explicar o que estava a acontecer, o tipo deve ter percebido que eu estava a falar com alguém e foi-se embora. Os senhores do 112 foram impecaveis, não desligaram enquanto não fiquei bem. Felizmente que em situações de perigo mantenho sangue frio que me faz raciocinar. Geralmente sou stressada e facilmente perco as estribeiras, mas não em situações graves. Depois de sair do local de perigo e de me sentir a salvo, ainda com o Sr. do 112 em linha, fui-me abaixo e tenho estado todo o dia a pensar no que poderia ter acontecido se na primeira atitude estúpida do gajo eu tivesse businado ou o tivesse mandado dar uma volta. Tenho a matrícula do skoda octavia preto, para me informar sobre o que fazer, mas infelizmente as vias legais não nos dão suporte nestas situações caso não exista violência explícita e sangue.

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